Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (1980), mestrado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (1988) e doutorado em Parasitologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001). Professor adjunto IV da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em clínica médica, doenças infectocontagiosas de cães e gatos e extensão rural. Ex-Presidente da Comissão de Ética no Uso de Animais em Ensino e Pesquisa da PUC Minas – CEUA PUC Minas. Diretor técnico – VISIOVET Diagnóstico Veterinário, Diretor Clínico do Santo Agostinho Hospital Veterinário. Atualmente em Pós-doutorado no Instituto René Rachour, Fundação Oswaldo Cruz em Belo Horizonte. Vice-presidente do BRASILEISH – Grupo de estudo em leishmaniose animal, Conselheiro da ANCLIVEPA Minas Gerais e 2º Secretário da Associação Brasileira de Neurologia Veterinária (ABNV). Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Doenças Parasitárias de Animais, clínica e cirurgia geral, neurologia clínica e cirúrgica atuando principalmente nos seguintes temas: doenças infectocontagiosas de cães e gatos, leishmaniose animal, clínica e cirurgia geral, ortopédica e neurológica de cães e gatos.

RESUMO DAS PALESTRAS

Palestra 1 – Raiva – mais perto que pensamos

O vírus da Raiva é transmitido entre os animais e ao ser humano por animais domésticos ou selvagens contaminados, doentes ou não. A transmissão se dá pela inoculação do vírus rábico junto a saliva do animal contaminado através de mordidas ou arranhões. O vírus rábico alcança o sistema nervoso central, onde provoca uma encefalite aguda, fatal e, em geral, de evolução rápida. A Raiva está presente em todos os continentes, exceto na Antártida, atingindo mais de 150 países e territórios. A maioria dos casos são registrados na África e Ásia. É considerada erradicada em algumas ilhas como Japão, Reino Unido, Havaí e em alguns locais do Pacífico.

No mundo, ocorrem 55 mil mortes por ano, o que significa, aproximadamente, uma morte a cada 10 minutos. No período de 2010 a 2017, no Brasil, foram registrados 25 casos de raiva humana, sendo que em 2014, não houveram casos.  Desses casos, nove tiveram o cão como animal agressor, oito por morcegos, quatro por primatas não humanos, três por felinos e em um deles não foi possível identificar o animal agressor. Em 2017, foram registrados seis casos de raiva humana, todos pela variante 3 de morcegos hematófagos (Desmodus rotundus), apesar da espécie agressora muitas vezes ser um cão ou um gato, significando que os pets em áreas urbanas ou rurais entram em contato com morcegos raivosos e, assim, adquirem a infecção, adoecem e, antes de morrer, podem transmitir a humanos. A vacinação é o caminho do controle, assim como a posse responsável e o controle populacional de cães e gatos.

Palestra 2 – Manejo de bactérias intracelulares – Ehrlichia e outras

As bactérias intracelulares são de grande importância na clínica de cães em todo o mundo, tendo como principais representantes a Ehrlichia canis, Anaplasma phagocitophylum e A. platys. Parasitam células mononucleares, granulócitos e plaquetas, respectivamente, onde sobrevivem e multiplicam.  Produzem com maior frequência infecções persistentes e possuem mecanismos de sobrevivência que as torna mais resistentes ao sistema imune e aos antimicrobianos. São transmitidas através de picadas de vetores da família Ixodidae, nos quais persistem em seus vários estádios. O diagnóstico, manejo e prevenção dessas infecções são essenciais no cotidiano da clinica de cães. Além disso, o potencial zoonótico de algumas delas deve ser considerado.

Palestra 3 – Métodos de diagnósticos nas doenças infecciosas –  na rotina clínica (sorológico, microscópico e PCR) – Discussão de casos

Os métodos diagnósticos das doenças infectocontagiosas e parasitarias têm evoluído a cada momento e proporcionam ao médico veterinário maior oportunidade de diagnósticos etiológicos e manejo adequado dos animais. Entretanto, torna-se também desafiadora a interpretação dos exames, gerando muitas vezes diagnósticos equivocados por interpretações errôneas. A sorologia positiva nem sempre é a prova da infecção, assim como a infecção nem sempre desencadeia um tratamento. O estadiamento das infecções deve ser valorizado e deve ser o guia das terapêuticas utilizadas para os diversos agentes. A consideração das infecções por protozoários como a Leishmania infantum, a Babesia vogeli e B. gibsoni e outros, bactérias como a Leptospira e outras, fungos e vírus serão apresentados em casos clínicos. Nesse contexto serão abordados agentes protozoários e bacterianos mais frequentes em nosso meio.


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