Heloisa Justen Moreira de Souza

Medica veterinária pela Universidade Federal Fluminense, mestrado em Medicina Veterinária (Clínica e Reprodução Animal) pela Universidade Federal Fluminense e doutorado em Patologia pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente é professor Adjunto III da disciplina de Patologia e Clínica cirúrgica I e na Pós Graduação na disciplina Clínica e cirurgia dos gatos domésticos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Responsável pelo setor de atendimento de felinos do Hospital Veterinário da UFRRJ. Autora do livro Coletâneas em Medicina e Cirurgia Felina (2003). Membro fundador da Academia Brasileira de Clínicas de Felinos ABEFEL.

RESUMO DAS PALESTRAS

Palestras – Manejo das efusões pleurais parte 1 e 2

Nos gatos hígidos, o espaço pleural contém uns poucos mililitros de líquido seroso, que age como lubrificante, facilitando o deslizamento da pleura visceral sobre a pleura parietal durante os movimentos respiratórios. Este líquido movimenta-se de um hemitórax para o outro, devido às fenestrações na pleura parietal mediastinal, explicando, em parte, o porquê das efusões pleurais serem, na maioria das vezes, bilaterais. Independentemente da causa, a presença de acúmulo anormal de líquido no espaço pleural requer uma investigação minuciosa, pois significa que exista algum tipo de afecção grave que está colocando em risco a vida do animal. A efusão pleural nunca é um diagnóstico final e, sim, um sinal clínico que, com a cronicidade, resultará na diminuição progressiva da expansão pulmonar, culminando em hipoventilação, hipóxia, e até a morte.