Daniel de Araújo Viana

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Ceará (2002), Especialização em Clínica Médica e Cirurgia pela Universidade Estadual do Ceará (2007), Mestrado em Patologia pela Universidade Federal do Ceará (2007) e Doutorado em Biotecnologia da Saúde pela RENORBIO/UECE. Atualmente é Diretor Técnico Científico do Laboratório PATHOVET – Anatomia Patológica e Patologia Clínica Veterinária LTDA Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Patologia Animal (rotina e pesquisa), atuando principalmente nos seguintes temas: patologia diagnóstica, citopatologia, histopatologia, oncologia, necropsia, patogenômica e proteômica de doenças infecciosas e neoplásicas, perícia veterinária e medicina legal veterinária.

Resumo da Palestra

Exame citológico: como tirar o máximo de informação com o mínimo de interferência?
O exame citológico vem se consagrando na Medicina Veterinária como uma ferramenta importante para o diagnóstico, tanto na triagem de lesões como de forma definitiva. Tem muitas vantagens pois é um método barato, de fácil realização e repetição, se necessário. Ainda pode ser utilizado em pacientes de diversas idades, estado de saúde e até durante o procedimento cirúrgico. Entretanto, diversos fatores influenciam no diagnóstico citológico. A coleta é um passo fundamental, pois a escolha do método de obtenção da amostra pode levar ao sucesso ou fracasso do diagnóstico. Além disso, armazenamento, envio e processamento são outros fatores que podem interferir. Assim, o objetivo é apresentar as diversas utilizações do exame citológico para a clínica médica e cirúrgica veterinárias, suas principais indicações, manuseio correto na coleta e envio destes materiais ao patologista com o propósito de obter resultados mais eficazes e conclusivos. Deve-se ressaltar que a participação do clínico não finaliza na coleta e que diante de um diagnóstico inconclusivo ele deve compreender os fatores que levaram a isso e realizar a correta tomada de decisão para acompanhamento do paciente.